quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desabafo, Planejamento e Feriado

Sabe aquele momento que você acorda de manhã e não tem forças pra nada?  Pois é, assim eu tô me encontrando esses dias. Estou com uma saudade tão grande da minha mãe...  Já são quase dois meses sem ela em casa.... sem nenhum ui ui.... sem minha bonequinha. As feridinhas ainda estão latentes em mim. Perdi a conta de quantos sonhos tive com ela mas em nenhum deles ela fala. Só dorme ou olha.....Estou cada vez mais convicta de que ela foi recebida no plano superior e está sendo tratada com todo carinho por nossos amigos de luz.
Isso me consola e faz com que meu coração fique um pouquinho menos partido.
Neste feriado de 12 de Outubro fomos para Ibiuna e foi quase tudo  muito gostoso. Meu cunhado está de férias e desta vez podemos passar o fim de semana em família. Levei meus sobrinhos comigo e eles chegaram depois. Foi muito bom. Meu filho também foi com a namorada. Gosto dela. Parece estar sempre feliz . Tem um sorriso gostoso de ouvir.  
Vamos ao meu desabafo. Nem sempre seguir a emoção é o mais aconselhavel. Uma grande amiga sempre me diz " A cabeça está acima do coração para indicar que a razão é que deve prevalecer."  Eu sempre achava essa frase dura mas entendo que muitas vezes ela é a mais indicada em alguns casos.  Impor a sua presença nem sempre é o melhor caminho. Aos poucos estou digerindo isso. Eu sempre faço questão de compartilhar minhas alegrias, eu sempre procuro estar presente, eu procuro, eu  me ofereço, eu to sempre me fazendo presente mas acabo ficando frustrada comigo por ser tão assim... nem sempre é reciproco todo esse sentimento que querer estar junto....  Finjo não perceber as coisas, apesar de estar feliz por ter minha família por perto eu me decepciono muito com as atitudes delas . Alias eu deveria mesmo é ficar decepcionada comigo por esperar tanto das pessoas e achar que a minha presença agrada assim como me agrado por ter gente ao meu lado. 
Eu sempre fui o pato feio da família porque sempre gostei de resolver as coisas diretamente. Com o tempo fui aprendendo que fazer isso me deixava mal, porém quando não resolvo no momento parece que um fogo queima quem eu sou. Foi o que aconteceu neste feriado. Não quis resolver naquele momento pra não criar atrito e acabei engulindo tanto sentimento amargo que me deixou com dores por todo o corpo. Passei vergonha, me senti desrespeitada e  isso tudo dentro da minha casa. 
Eu estou cansada... Estou sentindo a necessidade de estar sozinha por um tempo. Preciso direcionar mais minha vida. Tantos planejamentos,  e pra ser sincera não estou com  coragem de cumprir nenhum .



Sol maravilhoso.





segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Atlântida no Reino da Luz

Fazia tempo que eu não mergulhava em leitura nenhuma. Aliás em 2016 não lembro de ter tido vontade ou tempo pra fazer isso. Ficamos muito tempo no hospital com minha mãe  mas eu não gostava de ler lá. Parecia que não era o local apropriado.
No final de setembro  deste ano eu peguei um livro não muito segura de gostar mas por fim fiquei apaixonada. .
Atlândida no Reino da Luz.
Autor: Roger Bottini Paranhos


O livro fala sobre o final da era do ouro da sociedade atlante, onde os exilados de capela chegam a terra para iniciar o processo de resgate espiritual . Fala sobre o domínio  deles sobre a tecnologia avançada e principalmente o domínio que eles tinham sobre a energia Vril, ou o quinto elemento onde eles manipulavam essa energia com destreza o que faziam ter um padrão muito avançado. Tudo aconteceu a 12 mil anos. Fala também do trabalho deste povo no desenvolvimento da raça humana  quando, com o uso da engenharia genética eles aprimoravam os  corpos  com o objetivo de tornar o mundo primitivo ou primevo como eles falam no livro apto  a receber a reencarnação de espíritos evoluídos. O livro mostra reencarnações anteriores de Roger, o autor onde ele era um sacerdote do Vril..
Eu já tinha lido antes sobre a energia Vril mas achei bem bacana como o autor descreveu como era utilizado essa energia. A leitura  vale muito a pena. Adorei.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Tantas decisões...

Hoje resolvi que decisões devem ser tomadas para que a minha cabeça não entre em parafuso. Esses trinta dias que passaram minha mãe fez tanta falta pra mim. Parece que se eu ligar pro celular dela tenho a impressão que ela vai atender e ela falar comigo e eu vou encher o saco dela  de alguma forma. 😢 . Meu coração tá tão partido 💔. O tempo não esta me ajudando muito a cicatrizar minha dor.

Voltei a fazer fisioterapia para cuidar um pouco mais de mim. Estou injetando animo pra ver se muda alguma coisa mas tá muito difícil. Tem vezes  que choro no meio do dia  de tanta saudade. 

Conversei com o Sr. D. e vamos retomar alguns projetos que ficaram engavetados e assim será. 
Ontem tivemos mais um dia de tristeza. Temos mais um membro da família com um problema sério de saúde e começara uma nova batalha contra o tempo.

Tenho visto tanta coisa que acho errado,  tenho me sentido colocada de lado e as vezes sinto que não respeitam minha inteligencia, mas não quero ter atrito com ninguém. Neste momento estou trocando qualquer coisa por tranquilidade. Ahhh Deus o ser humano tá tão distante do outro ser humano. Estamos nos desligando aos poucos e trocando todo o amor e todo o carinho por uma tela de celular. Dizemos toda hora que amamos o outro mas nunca temos tempo de um bom papo ou um carinho pessoalmente.  Não sou contra tecnologia, alias amo tudo que se refere , mas percebo que não estamos mais ligados como antes. 
Gostaria de ser mais inteligente e falar um monte de coisas bonitas aqui mas acho que nem mesmo sei o que estou falando. São apensas pensamentos que vieram em minha cabeça . 
Bom seja o que for vamos dar continuidade a vida.  Meditar mais pra ter mais paz, Entender que eu tenho defeitos e que os outros também tem. tenho que acreditar, ter mais fé e positivismo, entrar numa sintonia mais elevada. Julgar menos. 
Parar de acreditar que as coisas que acontecem comigo é culpa do outro. Eu procuro meus problemas, eu planto e tenho que colher.... Não vou deixar ninguém mais interferir naquilo que eu quero. e neste momento quero ter paz .... 

Namastê!!


domingo, 17 de setembro de 2017

Nossos últimos momentos juntas

Então.... 

tudo o que eu mais queria neste momento seria voltar no tempo.
A dúvida das minhas ações e minha espera me corroei como a ferrugem. Eu fico me perguntando onde é que eu errei e procuro saber se o peso do meu coração equivale a chumbo ou pena.
Eu ando bastante angustiada e triste. Isso porque penso as vezes que se eu tivesse prestado mais atenção aos sinais  que a muitas vezes nos é enviado pelo universo as coisas poderiam estar diferentes neste momento. Eu teria percebido que tinha algo errado. Em algum momento,  eu sei que já não teria mais volta mas acho que esse momento ainda iria demorar um pouquinho pra acontecer e  eu poderia ter evitado esse momento fatídico não só no acontecimento de agora como a um ano atrás. 



Dia 30
Fui buscar minha mãe na casa de Gilza (minha irmã) para leva-la a uma consulta no hospital Servidor Publico. Ela ia passar na estomoterapia para fazer a limpeza da ferida do bumbum. 
Quando cheguei na casa da minha irmã notei ela triste,  sem vontade. Fraquinha. Ela estava com dor e realmente não estava com vontade de ir na consulta. Inclusive ela já tinha comentado com minha irmã sobre isso. Insistimos e mesmo assim a levei. 

No carro eu a coloquei deitadinha no banco de trás pra que fosse mais confortável. Levei travesseiros e já estava com o banco forradinho e fofo pra ela não ficar cansada. ela se despediu de Gilza e fomos.

Eu comentei com o Dam que eu achava que ela tava tão fraquinha e ele concordou. 

Ela tava muito quietinha e não falava muito mas disse que se pudesse tinha cancelado essa consulta e que dava  pra ir outro dia. Falamos sobre a consulta e que achava que seria tudo rapidinho

Durante todo o percurso ela não mais reclamou e a única coisa que perguntou era se ainda estava longe. Pegamos um pouco de transito no caminho.  Já no hospital colocamos ela sobre uma maca para que ficasse melhor acomodada. O Dam saiu para estacionar o carro e ficamos de nos encontrar no 5 andar. Quando ele saiu eu e minha mãe nos encaminhamos para a estomoterapia. Subimos o elevador e aguardamos a ficha. 
Como ela estava na maca juntou as mão  e a ascensorista  chamou a atenção dela pra ela descruzar as mãos 

Enquanto estávamos esperando o Dr. Ricardo e a Dra Juliete passaram por nós e eu ainda falei Oi , mas eles passaram direto por mim e por ela. Isso me deixou muito chateada pra não dizer outra
coisa. Ela deu umas cochiladas na maca e eu perguntei se ela tava com dor e a resposta dela foi que eram as dores de sempre. 

Passamos com a médica da estomo. Foi feito a limpeza da ulcera com papaína em pó e ela teve que ficar por algum tempo numa mesma posição para que o remédio fizesse efeito.
Perguntei se ela aguentaria ficar 15 min de lado e ela disse que sim. Foi colocado o remédio  e a enfermeira me ofereceu um banco onde me sentei e fiquei alisando os cabelinhos brancos dela. Ali falei que amava ela e que logo ela estaria boa. 
Ela com tristeza na voz perguntou quando eu voltaria no médico que me operou. Falei que ate o fim do mês passaria de novo com ele e que o Dam estava no primeiro andar 
retirando os exames pra eu levar.
Falei que a ferida dela estava quase fechada e que achava que bastava mais uma ou duas vezes
pra ela estar cicatrizada.  Falei que logo ela não precisaria mais tomar tanto remédio  como estava tomando e que conversaria com o medico pra ele mudar o medicamento ou fazer uma formula
onde colocasse em dois ou três comprimidos por dia e não 20 como estava tomando. 

Não senti animação nela como das outras vezes quando falava do futuro mas ainda assim ela comentou que finalmente ela ia encontrar um médico que ia curar ela. Ela tinha fé. Eu falava
e ela apenas concordava comigo.. 
O curativo foi finalizado e a médica pediu para eu esperar para entregar o remédio que ia levar para passar em casa . Aguardamos, 
o Dam chegou com todos os Laudos e eu falei animada sobre isso com ela  e que no dia 6 eu pegaria as imagens destes laudos. Como ela tava quieta perguntei se estava sentindo dores e ela falou
que sim mas que queria ir embora. 
Falei pra passar no PS e ela não quis. (talvez medo de ficar. Eu deveria ter insistido.)
Perguntei se ela queria comer uma empadinha, (coisa que nunca recusou mas desta vez alegou falta de fome) ofereci coquinho, ofereci amendoim doce.... nada quis)
Dam foi buscar o carro e ficamos na porta do hospital. Quando chegou ajeitamos ela novamente
no banco de trás deitada e saímos. Era perto das 17 hs. 
Durante o percurso não fazia nem 15 min ela quis sentar. Dam parou o carro eu fui ate o banco traseiro e coloquei ela sentada. Ela disse que estava sentindo enjoo e que tava doendo o bumbum. Como ela não tinha comido quase nada associei o enjoo com estomago vazio. Seguimos em frente e durante todo o trajeto ela sentou e deitou varias vezes sem ajuda. Dizia apenas que tava cansadae com o bumbum doendo. (a papaina sempre queimava um pouquinho quando era colocada)
Como sempre que ia no hospital ela chegava muito cansada não notei nada diferente. 
Chegamos em casa,  esquentei a janta mas ela não comeu,  Dam fez então um lanche de queijo branco com pão e cafe fresco com leite. Ela comeu apenas a metade do pão e tomou o cafe. Notei que 
estava falando mole. mas como já tinha ficado assim outra vez achei que tivesse sido por causa do remédio que havia tomado. as 16 hs.  Mais tarde fiz um mingau de aveia o que também comeu bem pouco.
Passei um pano pelo corpo dela e troquei a roupa . Coloquei um pijama meu pq estava com preguiça de mexer na malinha dela. (Não reclamou nada.). Já passavam das 21 hs. Ela falou que 
tava cansada mas que não conseguia dormir.(mas ela tirou cochilo). Chamei ela pra fazer uma oração comigo e ela disse pra eu fazer. que eu podia rezar. Eu insisti pra ela fazer a oração e ela não quis dizendo que me acompanharia. Então abri o evangelho e fiz uma leitura.. Ela ouviu quietinha e depois fizemos a oração do Pai Nosso. Dam ficou na sala. Ela pediu uma massagem no 
pescoço. Falou que estava doendo a 3 dias e que sentia a cabeça dela crescendo. Como ela já tinha falado isso pra Nelma eu não dei importância porque nunca sabia se era real. Passei álcool com 
mentruz no ombro dela e fiz uma leve massagem nas costas dela. coloquei o meu tubo de cromoterapia no quarto e perguntei se podia colocar umas musicas de louvores e ela escutou umas 5 ou 6 sem reclamar. (neste tempo ela cochilou.)
deixei ela cochilando e fui comer. 
Quando voltei ela pediu pra desligar a musica que ela ia dormir. eu passei a mão na cabeça dela e notei que estava suando frio. Medi a pressão estava 6 por 4. fiz ela beber muita água e ela 
começou a beber sem reclamar. Era copão de água e mesmo assim tomou.  As mãos e pernas também estavam frias. Medi tb a diabete e estava em 70. Dei uma colherinha de café de açúcar e com a água que estava bebendo foi voltando ao normal. Sentei do lado dela e durante uma hora seguida medi varias vezes a pressão até que ela 
normalizou. Chegando a 10 por 7 o que pra ela era normal. Diabetes também voltou ao normal. Ela pediu para eu levar ela na UPA. eu comecei a trocar a roupa dela. Coloquei a calca de moletom nela. Eu disse que a UPA não ia fazer nada e que eu a levaria para o servidor.
Ela disse então que não iria de jeito nenhum para o servidor. Eu perguntei o que estava doendo e ela disse que era as pernas e o quadril. Neste dia esse foi o único momento que perdi o controle da situação e falei em tom mais grosseiro com ela. 
Falei que era uma dor que infelizmente ela ia ter de suportar de vez em quando.  (depois me arrependi e  fiquei pensando quem vive com dor constante?)
ela estava sentada e falou que não queria mais ir. Já passava da 2 hora da manha e ela falou que 
estava começando a sentir a cabeça crescendo. Falei que ia levar ela no hospital Santo André ofereci mais água e ela não quis as mãos estavam quentinha mas a cabeça ainda estava com a temperatura
baixa. Ela falou que tava doendo o bumbum e pediu pra deitar e neste momento ela perguntou quem estava ali no quarto comigo. 
Eu disse que era só eu e ela e que o Dam estava dormindo na sala e que eu ia chamar ele pra gente ir pro hospital. Ela deitou e falou que ia descansar um pouco e perguntou se podia deitar do meu
lado da cama . Eu disse que sim . Ela se ajeitou então no meio da cama. Com os braços e as pernas abertos na cama, ocupou todo o espaço.  neste momento eu já tinha resolvido que a levaria no
hospital mas fui até a cozinha comer, bebi café e fui até o escritório liguei a luz do meu radio e apaguei a luz do escritório. Resolvi fazer antes uma oração. fechei meus olhos e comecei a rezar pedindo ajuda a Deus e aos anjos de luz.
Permaneci assim por uns 10 min quando o radio disse LOW BATERY e se desligou. Eu tive um susto e um estalo nesta hora (vi dois corpos brancos na minha frente. Um com mancha escura no peito e outro na barriga) e senti um impacto  como se tivesse levado um empurrão. . Abri os olhos acendi a luz do escritório e
corri pro quarto. acendi a luz e ela abriu os olhos perguntando o que aconteceu??
Estava serena. Perguntei se tava tudo bem e ela disse que sim. Pedi pra deitar do lado dela. 
Ela se ajeitou na cama e eu segurei a mão dela. Estava quentinha. Passei a mão no cabelo dela e alisei a testa e estava muito gelada. Falei mãe vamos pro hospital. Levantei. Ela falou me leva
no banheiro que quero fazer xixi e cocô. Como de costume ajudei ela a se sentar na cama e era normal ela falar ui ui ui. levantei ela e estiquei meu braço ela se apoiou e fomos para o banheiro. Ela me falou que a perna dela tava endurecendo. Eu então falei vamos devagarzinho então. .
Virei ela de frente pra pia como de costume e abaixei a roupa dela. coloquei ela sentada no vaso e ali ficou de 3 a 4 min eu fiquei em pé na porta. ela falou que não conseguia fazer mais nada
e que queria voltar. ofereci o papel e ela disse,  não fiz nada filha. Levantei ela e coloquei ela de pé de frente com a pia e coloquei a roupa novamente nela. 

Foi aqui que começou o meu desespero. 
Ela virou de frente pra mim e disse que não ia mais andar. 
Colocou os dois braços em torno do meu pescoço como se fosse me abraçar e disse novamente que não andaria mais. 
Soltou o peso do corpo. Gritei mãe acorda. Ela baixou a cabeça no meu peito e eu gritei chamando o Dam . Peguei ela pela cintura e coloquei ela na beirada da cama. Gritei pro Dam.
Foi quando olhei pro rosto dela  e vi os olhos muito aberto e parado. Vi ela respirar 3 ou 4 vezes como se fosse os últimos suspiros.
Dam colocou ela deitada a cama. Coloquei a mão de frente com o nariz e não senti o ventinho. 
Abri a boca dela e soprei  mas não senti nada. Danilo que estava já do meu lado fez massagem cardíaca e respiração boca a boca mas eu sabia no meu intimo que já tinha sido iniciado  o desligamento e que isso tinha acontecido no meu braço na porta do banheiro. 
Danilo assumiu. Eu liguei pro SAMU  meu filho disse que achava que ela tava respirando fraquinho ele massageou novamente  e ela vomitou um liquido amarelo. Quando isso aconteceu ele a virou de
lado e ela vomitou mais. Neste momento a samu já estava a caminho e eu achei que tudo daria certo. Ele continuou a chama-la e de repente ele parou. Estava sem sinal. Samu chegou e fez 
um eletro e constatou que não havia mais sinais vitais. Só declarou a hora do óbito. 
Deus quanta dor.
Minha mãe voltou pra casa do pai.  Acabou. 

Liguei pra Gilza desesperada. Gilza também ficou desesperada. 

Foram vários sinais que eu não percebi. Eu acho que eu podia ter mudado o rumo de tudo isso as duas horas da manha. Será que eu teria como mudar algo nesta história se eu a tivesse levado ao
hospital? Ela estaria viva agora? 
Danilo me confortou dizendo que foi melhor que tudo aconteceu aqui em casa num lugar quentinho e cheio de amor do que num hospital entubada e cheia de remédios . 
Eu não me conformo. Deveria ter percebido algo antes. Gilza falou pra eu passar no PS a tarde e eu não fui porque aceitei que ela não queria ir. (eu quase nunca concordava com ela mesmo , porque neste dia eu concordei?) Deveria ter levado e pronto. Sempre fui a megera mesmo. Eu a obrigava a comer, a sentar, a tomar água , a ficar coberta mesmo que muitas vezes não quisesse. Eu brigava semprecom ela pra fazer tudo isso e desta vez eu só concordei com toda a calma.
Será que ela entenderá que eu brigava por tudo isso porque eu amava demais ela e queria que ela estivesse bem?
Amo com todo o meu coração e eu falei muitas vezes isso pra ela. (MINHA BONEQUINHA TE AMO).

Passamos por muitos perrengues desde que ela fez a cirurgia. 
Tivemos momentos terríveis. Ficamos chateados um com os outros. 
Pedimos muito esforço físico pra ela. Choramos muito, mas também rimos. Ficamos doentes,  nos cicatrizamos, mas mesmo com todos os percausos que tivemos no caminho eu penso que esses últimos tempos ela recebeu todo amor e carinho 24 horas por dia de nós 3 filhas, genros  e netos. 
Claro que o restante da família também conta, ela recebeu todo apoio e carinho através das visitas das oraçoes   mas nós 10 (Nelma, Gilza, Eu, João, Dam, Berg, Marilia, Danilo, Pedro e 
João ) sabemos o quanto nos distanciamos e o quanto nos unimos pra que ela estive bem esses últimos tempos.
Desconheço totalmente o que Deus me reserva. Em minhas orações tenho pedido que seja feita a sua vontade seja ela qual for. 
Que enquanto estivermos aqui neste plano que seja com pessoas que amamos. 

Escrevi isto em 03/09. minha cabeça fica revivendo a cena varias vezes, parecendo um filme. 
Sei que essa dor vai passar e que ficará saudade. mas ta doendo muito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Fim de semana no Parque Central

O Blog chama Mural de viagem, 😒😐 mas faz muito tempo que não faço uma viagem pra contar ... Falta tempo, falta motivação e com mamis ainda no hospital não dá pra pensar em outra coisa. Estou focada somente nela neste momento. Então o jeito é andar por aqui mesmo.  Esse fim de semana eu fui no parque Central de Santo André passear com minha cachorrinha Milly 🐶🐶 e eis que fiquei encantada com a quantidade de pets que estavam passeando também...  💚💚💚 Parecia uma reunião de amiguinhos brincando . Achei até estranho porque tinha menos crianças e mais cachorro. Eles corriam pra tudo quanto era lado fazendo amizade um com o outro.  Tinha pra todos os gostos. Fotografei muito. Aqui não tem nem a metade  deles kkkkk .Alguns eu gravei o nome de tanto que o dono chamava.... Espero que curtam como eu curti esse pequeno passeio.   🐤🐤🐤🐤



 Frodo ⇑



 Kiara⇑


 Sparks⇑




 apesar da colerinha rosa esse ai de cima é o Fernando. .... Um fofo
 eu com minha Miloquinha linda. ⇓⇓⇓⇓
 Ela super medrosa com um filhotinho de 4 meses. .....

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Saúde da mamãe e encontro de familia.....

Diário de saúde 
Sim. Resolvi que dia 01.07 seria a data perfeita pra um grande encontro na Bonheir. Tinha grandes motivos pra comemorar. 
A nossa ida pra Ibiúna  quase que definitiva e também o principio de recuperação da mamis. Ela já tinha começado a dar uns passos . Já levantava da cama sozinha, já conseguia ir ao banheiro de andador..... Já era algo que pra mim era motivo de comemoração.... 
Eis que 1 semana antes teve uma pequena queda  e achei que não íamos conseguir promover o encontro.... 
Dia 28.06 aproveitei que a levaria numa consulta no hospital e depois que saímos de lá finalmente fizemos a primeira viagem dela depois da operação na coluna. Chegou cansada.... deitou dormiu e quando acordou estava bem disposta.... Foi assim os dois dias consecutivos. Na véspera do encontro  começou com pequena dor no abdomem e ficou na cama....
Nossa....  foi tudo tao bom mas ao mesmo tempo complicado.... 
sabe aquele momento em que vc tá feliz mas entra em desespero???O pedreiro não terminou a o serviço conforme prometido.... a pia começou a entupir,  eu não conseguia fazer o que tinha proposto, minha mãe começou a ter dores cada vez maior, o frio começou a piorar ..... tudo ao mesmo tempo.

Uma das coisas que me animou foi que minha tia  que é ótima pra organizar as coisas chegou uma noite antes e tínhamos adiantado bastante coisa. 
Pois bem, convidados chegando e nada de conseguir desentupir pia.... convidados chegou e a coisa piorou.... Vergonha total.... 
começou a sair água por todos os ralos dos banheiros, da lavanderia e a água da pia não descia.... começamos a cutucar o encanamento e achar pedras dentro dos ralos, meus convidados tentando me ajudar a achar o problema e por fim minha vizinha super, mega e blaster prestativa comprou um negocio que a gente colocava no cano e ia empurrando e resolveu o problema momentaneamente




. Minha mãe não saiu do quarto, fizemos uns caldos deliciosos, tinha comida como sempre em excesso, e ficamos ate tarde conversando, tomando vinho, inaugurando a pira de fogo do Sr D. 
No domingo teve almoço, uma oração linda feita pela prima Ana e começou as despedidas com promessas de retorno. 







Um tantinho dos convidados .... 


Segunda de manha as dores da minha mãe começaram a aumentar, fui em Sorocaba buscar uma cadeira de rodas emprestada  e na terça feira a levamos ao hospital da cidade de Piedade e foi constatada uma infecção de urina. Voltamos  na quarta pra São Paulo e a levamos para o hospital do Servidor, era dia 05.07 Ela tava com uma dor insuportável no abdomem e foi internada novamente no 12 andar.
de lá pra cá, já foi diagnosticada com pedra na visicula, tendinite e bursite no quadril, rompimento e quadro de trincamento  bi lateral no quadril  e com dores como antes. e pra regar tudo isso esta em isolamento  por ter dividido o quarto com D. Joaninha. Tenho quase certeza que não tem a bactéria mas como ainda não saiu o resultado de eame ficamos no aguardo. o medico que fez a cirurgia dela já mandou eu parar de atribuir as dores dela com a cirurgia da coluna  . No momento em que ele questionou minha mãe ela tava totalmente sem dor por conta dos remédios do dia. Eram 22 hs e ela já havia tomado as 20 h tramal, dipirona, metadona, e outros remédios então era normal que estivesse sem dor e ele aproveitou esse momento e disse que iria transferir o caso dela pro ortopedista  alegando que a dor dela não era coluna. 
Pois é ficou 10 dias comigo em minha casa e de lá foi pro hospital do qual ainda está.. 

Pensei, repensei, rezei, pedi a Deus pra me dar discernimento nas minhas ações e atitudes. 
Pra mim não foi DESUMANO, ficar com minha mãe por 10 dias e nem ficar 72 horas com ela no hospital, mesmo assim  tive a sensação de que falaram isso pra  mim. 
Resolvi prestar atenção.... e a conclusão que cheguei foi que se eu não cuidar de mim não terei quem cuide. Família é maravilhosa mas todo mundo tem problemas e compromissos na hora que mais se precisa dela, principalmente se for na doença.....  

Ok... desabafei e encerrei o caso. Vou cuidar de mim que não ando com a saúde boa e tentar cuidar da melhor forma da minha mãe e do meu marido e filho. O restante vai levando.... 


e vamos que vamos cuidar da vida......

 


terça-feira, 30 de maio de 2017

Reflexão

Ainda que eu ande no vale da sombra da morte não temerei mal algum Deus está comigo..

Foram 24 horas observando.... 27 horas sem dormir.... muitos pensamentos ...... Ficar num Pronto socorro de hospital faz a gente repensar demais sobre nossas ações  a vida(pelo menos acontece comigo) Sobre o que somos e qual a importância que temos aqui. 
Vi que o ar que eu respiro tão fácil  não é o mesmo ar que o Sr Eder respira. (ele usa uma válvula gigante o tempo todo) Vi que Dna Cleusa ligou pra filho, irmão, irmã, vizinha e mesmo assim não teve ninguém que a ajudasse.  Vi o Seu Benedito fora de si e sem saber o que fazia tentava descer da maca sem nenhuma ajuda achando que a altura era de um palmo. Vi os socorristas trazerem o Sr. Adib de uma UTI para ser internado em um quarto que não existia.... pior de tudo ele tinha uma bactéria e deveria estar no isolamento. Vi a dor da minha mãe por estar desconfortável na maca tão dura e estreita. Vi Cleide, vi Ernesto, vi Junior, cada qual com um problema diferente . Dores das quais eu queria tirar com minha mão e colocar no cesto de lixo assim como faziam com as refeições que eram devolvidas pelos pacientes que não conseguiam comer.... (alias, quanto desperdício..... se tivessem só um pouquinho mais de capricho e amor nas refeiçoes entregues ali tudo seria tão diferente.). Vi no refeitório enquanto estava comendo uma mãe e filha discutindo pra ver quem ficaria com a avó. 
Vi a enfermeira Ana Paula tratar os pacientes com brincadeira para amenizar um pouquinho só a estada ou passagem desconfortável pelo PS. É muito triste e ao mesmo tempo pelo menos pra mim serve de aprendizado..... Mas desse tempo todo que passei observando existiu um momento magico enquanto minha mãe fazia um exame. Vi um casal  (ele o paciente tinha tido um AVC) e também estava aguardando e quando ele saiu da sala de exame ela começou a ajuda-lo a se arrumar... ele que não conseguia recolocar o relógio ficou irritado e ela com toda a paciência do mundo e amor disse a ele.:
 -Deixa amor que eu te ajudo.
- Eu vou te ajudar sempre e vou fazer sempre tudo por você.....

Isso simplesmente me fez chorar.... Ele deve ter sido a ela um marido doce e bondoso porque essa foi a retribuição mais linda que eu já vi...

Ouvi um  tempo atrás que Amor a gente tem  que conquistar......   fiquei com dó deste pensamento, porque não vejo assim,. Aprendi então a não mendigar o amor. 
Amor é amor, não importa pra quem se dá ou de quem se ganha.... amor é respeito pela opinião alheia, é aceitação de como você é...  se ele começar a girar em torno de eu te dou amor só se você me der algo em troca então não é amor é apenas comércio. Bora agradecer a Deus minha estadia aqui neste planetinha azul, e pedir aos anjos protetores que ajudem minha mãe neste novo ciclo. 



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